EU TAMBÉM NÃO SEI O QUE É O MAR!
Sentada na falésia, fixa a linha do horizonte. Não se detém por qualquer outro olhar menos distante. Só se interessa por ver longe, para lá das nuvens! Gosta de ter profundidade no olhar.
Nunca olha para o lado ou para trás… A Espanha não lhe importa e ainda menos os Montes Hermínios… O seu desígnio é a inquietação do desconhecido.
Sentada na falésia sonha com partidas e mais partidas. Nada do que deixa lhe impedirá a viagem. Sobrevoando as águas que a intimidam, passa para lá da linha do horizonte.
Não sabe nadar, não sabe surfar, muito menos navegar. Parte pelo olhar.
Dá-se então conta que de tanto tanto desejar, ficou com medo e sobrecarregada de emoção.
Encolhe-se e tiritando, cicía baixinho:
“Eu também não sei o que é o Mar.”